Saiba como encontrar um amor saudável

Se você está a ler isto é porque provavelmente quer encontrar o amor e não sabe ao certo como deverá agir para que isso aconteça. Não basta encontrar o amor é necessário que este seja o correto, para que a relação possa crescer estável ao invés de perder a chama. Para encontrar um amor saudável é necessário que consiga passar por três etapas distintas: a procura da auto-estima; as pessoas a evitar e o usar a cabeça. Só dominando em pleno estas três etapas referenciadas no livro “Não te Rendas” de Enrique Rojas, conseguirá fazer a escolha mais acertada.

Uma relação só terá pernas para andar se começar de forma saudável, porque como costumam dizer “o que nasce torno tarde ou nunca se endireita”. É necessário que você tenha respeito por si própria, essencial até, saber escolher um companheiro que tenha o mesmo respeito e que seja adequado às suas expetativas e usar a cabeça na altura de escolher com quem quer partilhar a sua vida. As pessoas hoje em dia têm um problema enorme porque idealizam um ser perfeito à imagem do que é mostrado na televisão, nos filmes e afins e acabam por aumentar demasiado o seu nível de exigência. Na realidade, longe do mundo dos filmes, ninguém é perfeito, todos temos defeitos e qualidades e se esperar o príncipe encantado poderá sair com as suas expetativas furadas.

encontrar um amor saudável

Como disse anteriormente para conseguir encontrar um amor saudável, algo que tanto procura, terá de ter em conta três coisas que irei enumerar e explicar de seguida.

A procura da auto-estima

As pessoas preocupam-se demasiado com a sua beleza e com tudo o que podem fazer para serem mais bonitos. No processo acabam por se esquecer do essencial: a auto-estima. Não existe nada que a faça mais bela do que uma boa auto-estima. Confiar em si e nas suas capacidades é meio caminho andado para viver uma vida melhor e tornar-se uma pessoa muito mais interessante e atraente. Se você tiver uma imagem negativa de si estará também a transmitir aos outros isso e mais facilmente estes criarão uma imagem semelhante de si. Se quer melhorar a baixa auto-estima estas são as coisas que deve evitar:

Generalizar todas as coisas – As pessoas têm uma tendência enorme para generalizar tudo aquilo que é negativo mas não o fazem com as coisas positivas. Expressões como “hoje tudo me corre mal” ou “não tenho sorte com os homens”, são coisas que ouvimos com frequência e que estão completamente erradas. Não é porque uma coisa acontece uma ou duas vezes por semana que podemos dizer que é assim sempre. Deixe de generalizar as coisas. Veja os acontecimentos como algo isolado e perceberá melhor cada um.

Vire o jogo – Todos ou quase todos temos tendência a retirar sempre o mau das situações e a esquecer o bom. Por mais que não queiramos a verdade é que parecemos dar sempre mais importância às coisas más ao invés das boas. Se você de cada acontecimento realçar sempre as coisas más então é provável que nunca consiga apreciar as boas. É necessário que seja capaz de virar o jogo e começar a ver as coisas positivas por cima das negativas.

Pare de atribuir culpas – Não interessa de quem é ou foi a culpa, muito menos interessa fazer-se sempre de culpado. O importante é que você aprenda com os seus erros para que estes não se repitam. Saber quem errou ou porque o fez é apenas uma dor de cabeça e se ficar a pensar incansavelmente nisso acabará  apenas por ficar mais em baixo e dar uma importância acrescida a um acontecimento que provavelmente nem é assim tão relevante.

Não distorça as coisas – Oiça bem o que as pessoas lhe têm a dizer e perceba realmente o que elas querem dizer com isso. Existem pessoas que aceitam tudo como uma crítica ou um ataque, mesmo quando não passa apenas de uma afirmação normal. Sabem a chamada “mania da perseguição?” ela existe na realidade e poderá criar pessoas muito desconfiadas e fechadas no seu próprio mundo. Não é por uma pessoa dizer “estou aborrecida” que está necessariamente a dizer que está aborrecida consigo. Tem de parar de pensar que todo o mundo a ataca para conseguir viver bem com os outros.

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Pessoas a evitar

Existem pessoas que são chamadas de “analfabetos emocionais” que mesmo não sabendo causam imenso sofrimento aos seus parceiros, que geralmente vão à procura de estabilidade e realização. Para evitar que isso aconteça é necessário que se afaste de pessoas que tenham algumas características que por certo não irá querer “aturar” ao longo do tempo. Como por exemplo:

Serem muito sensíveis ao ponto de não suportarem nenhuma crítica ou nem sequer perceberem quando uma pessoa lhes faz uma crítica construtiva. Mudam rapidamente de estado de espírito, sem por vezes terem um motivo ou justificação para tal mudança e chateiam-se quando lhes pergunta a razão para estarem assim. Preocupam-se demasiado com a opinião dos outros e geralmente mudam a sua vida ou atitude para agradar a terceiros. Não lidam muito bem com o fracasso e sempre que possível culpam as outras pessoas pelos seus próprios erros. Pessoas imaturas que têm comportamentos pouco adequados à sua idade. São “birrentos” e caprichosos. Não sabem estabelecer objetivos ou metas e geralmente não atingem nada na sua vida. Vivem o dia a dia sem nunca chegarem a lado nenhum. São muito impulsivos e não conseguem dizer que não a um desejo imediato. Por serem muito inseguros têm constante necessidade de atenção e gostam de ser o centro das atenções.

Isto são certamente comportamentos que poderão estragar qualquer relação ou pura e simplesmente nem a fazer arrancar. Se procura uma relação saudável e um companheiro para a vida o melhor é manter-se longe de uma pessoa com estas caraterísticas.

Usar a cabeça

Se você tomou atenção aos dois pontos anteriores já terá trilhado meio caminho. Já garantiu que dá importância a si própria, o que aumentará a auto-estima e já afastou fracassos da sua vida, que a longo prazo lhe trará maior felicidade. Agora o próximo passo é escolher a pessoa correta e não se engane ao pensar que é o coração que tem o papel principal neste filme, digamos que a sua cabeça é tanto ou mais importante. Ora veja os seguintes conselhos:

Nada de precipitações – Não se precipite na altura de começar uma relação. Conhecer uma pessoa demora tempo e ninguém o faz de um dia para o outro. Existem casais que estão juntos há anos e todos os dias descobrem algo novo. Quando alguém começa a namorar por impulso e sem conhecer verdadeiramente a outra pessoa, acaba por criar uma imagem da mesma. O problema é que com o passar do tempo e à medida que vamos conhecendo essa mesma pessoa, constatamos que é completamente diferente do esperado. Dê tempo ao tempo e procure primeiro conhecer o máximo possível da pessoa antes de dar o próximo passo.

Deixe passar a paixão – Sabe aquela fase inicial completamente louca de deslumbramento onde tudo parece perfeito e só queremos estar com a outra pessoa e onde parece que ela é tudo para nós? Deixe passar essa fase… Pense antes se realmente é essa pessoa que quer ter durante a sua vida e se realmente se sente bem com ela o suficiente para que isso aconteça. Se acha que a longo prazo as coisas não vão funcionar, porque razão começar?

Certifique-se que ambos querem o mesmo – Você pode querer casar e ele não. Você pode querer ter filhos e ele não. Parece-lhe algo que não tem importância mas na verdade é super importante! Não podem pura e simplesmente começar uma relação à espera que nessa altura algum dos dois desista da sua ideia, porque isso pode mesmo não acontecer. É necessário que discutam um pouco e conheçam um pouco mais dos objetivos de vida de qualquer um, antes de avançarem para uma relação e acabarem por sair ambos magoados.

Não use apenas o seu coração – O seu coração pode dizer que sim mas em algumas alturas a sua cabeça terá de dizer que não. Você não pode agir só mediante impulsos ou desejos do seu coração, caso contrário não terá qualquer controlo nas suas decisões e acabará por se magoar bastante. É necessário que você pare um pouco para pensar se realmente essa poderá ser uma relação que dure e não estamos a falar de meses. Se vocês tiverem desejos diferentes, objetivos diferentes, visões diferentes, então é muito provável que as coisas acabem por não funcionar, mesmo que o seu coração tente mostrar-lhe o contrário.

O resumo da história é que o nosso coração é bastante importante sim, mas que se o seguirmos sempre acabaremos por sair magoados. Pense sempre antes de tomar uma decisão. Dê tempo ao tempo. Siga as nossas dicas e melhore bastante a sua vida amorosa!

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