SIDA – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Decidi variar um pouco no tema dos meus artigos e falar sobre a sida. Penso que acima do amor e amizade, está a saúde. Porque afinal, todos estamos sujeitos aos infortúnios das doenças, e não são poucos os casos de casais em que um ou os dois têm graves problemas de saúde e necessitam de apoio. Já escrevi um artigo sobre depressão, mas a partir de agora vou falar um pouco de outras doenças que podem ser evitadas mas nunca discriminadas. Hoje vou falar da conhecida SIDA (Síndrome da imunodeficiência adquirida).

sida

Campanha publicitária contra a sida.

O nome desta doença sexualmente transmissível provêm do vírus que a provoca (Vírus da imunodeficiência humana ou VIH). O seu nome descreve a doença, ou seja, a pessoa infectada terá uma deficiência no seu sistema imunitário causada por este vírus. Uma pessoa saudável consegue curar uma pequena constipação numa semana. Numa pessoa infectada com sida, a constipação equivale a uma pneumonia, e daí, levar à morte. Normalmente, além desta discrepância de sintomas entre um seropositivo e uma pessoa saudável, existem as doenças oportunistas. Estas são raras nas pessoas não infectadas, mas as principais causas de morte na pessoa com SIDA.

A SIDA é uma síndrome, ou seja, de um conjunto de sintomas e sinais que não dizem respeito apenas a uma doença. É uma síndrome de Imunodeficiência porque o vírus deixa o sistema imunológico deficiente, e é Adquirida, uma vez que resulta da acção de um agente externo ao organismo humano. Os primeiros casos de SIDA foram identificados em homossexuais masculinos o que levou a crer que esta doença provinha desta orientação sexual e aumentou o preconceito em relação a esta. A doença chegou a ser identificada como GRID («Gay-related Immune Deficiency»), antes de se perceber que a SIDA podia afectar todas as pessoas, independentemente da idade, sexo, estado de saúde ou localização geográfica.

A sida apenas afeta os humanos, só neles sobrevive e se reproduz e pode ser transmitido de três formas:

- Contacto sanguíneo;

- Sémen e dos fluidos vaginais nas relações sexuais;

- De mãe para filho, o que pode ocorrer durante a gestação, no momento do parto e durante o aleitamento.

A SIDA não tem cura, mas pode-se prevenir usando sempre preservativo nas relações sexuais, não partilhando agulhas, seringas, material usado na preparação de drogas injectáveis e objectos cortantes (agulhas de acupunctura, instrumentos para fazer tatuagens e piercings, de cabeleireiro, manicura).

A SIDA pode ser mortal, e contagiosa. O VIH pode encontrar-se nas lágrimas, no suor e na saliva de uma pessoa infectada, contudo, a quantidade de vírus é demasiado pequena para conseguir transmitir a infecção. E se a pessoa que ama sofrer com esta patologia, não a discrimine porque não teve o cuidado necessário. Muito menos deixe de amá-la e apoiá-la, porque por vezes a melhor cura para uma doença incurável, é o apoio de quem mais amamos.

Se quiser obter mais informações sobre a sida, devia visitar o seguinte site com todas as informações sobre a sida.

Artigo escrito por Clara Godinho, colaboradora do Sentimento Calmo.

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