Métodos Contracetivos: Tudo o que deve saber

A introdução dos métodos contracetivos na vida sexual de um casal vieram não só ajudar a planear a sua relação como também trouxeram uma maior liberdade para escolher a altura de ter um filho ou não. Para além disso alguns desses métodos são uma mais valia na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Apesar da grande lista de métodos de contraceção existem alguns menos conhecidos que podem ser a solução para quem procura uma proteção, seja imediata, a curto / médio prazo ou até a longo prazo. As opções são muitas e por isso nada melhor do que as conhecermos de forma simples e resumida:

Métodos Contracetivos: Os mais populares

Preservativo: Um dos métodos mais populares que para além de de prevenir a gravidez protege o casal de doenças sexualmente transmissíveis. Para além de serem fornecidos gratuitamente em centros de saúde podem ser adquiridos de forma fácil. A compra e escolha de preservativos pode ser feita com base em vários fatores: Desde a qualidade do material, texturas e até sabores.

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Pílula combinada: A par do preservativo, a pílula combinada é utilizada não só como método contracetivo mas também como controlo de dores menstruais, acne entre outros. Muitas mulheres começam a tomar a pílula antes de sequer iniciar a atividade sexual. É normalmente tomada durante três semanas, seguida de uma semana de pausa, onde ocorre a hemorragia de privação, conhecida como pílula. Existem também pílulas que são tomadas continuamente, não havendo interrupção. O mecanismo do funcionamento da pílula passa pelo impedimento da ovulação, sendo que também aumenta a espessura do muco cervical e faz com que o revestimento do útero seja mais fino. A pílula deve ser recomendada por um médico profissional e não deve ser escolhida sem esse aconselhamento.

Implante: Cada vez mais utilizado, o implante hormonal protege a mulher de uma eventual gravidez durante três anos. Ideal para quem não está a planear uma gravidez, uma vez que é um método considerado de longa duração. Não necessita qualquer manutenção e tem cerca de 4 cm de comprimento e 2mm de espessura. É feito de plástico suave e flexível, sendo colocado por baixo da pele no braço. O procedimento é efetuado exclusivamente por um médico, de forma a ficar corretamente colocado, não comprometendo a sua eficácia. É um método discreto e fácil de utilizar.

Métodos Contracetivos de uso diário

Pilula sem estrogénio: Apesar do nome e da conotação negativa que pode ser dada a esta pílula ela é altamente eficaz, contendo apenas uma pequena quantidade de progestagénio. O facto de não conter estrogénio faz com que seja recomendada em pessoas que são intolerantes a esta hormona ou mulheres que estão em fase de amamentação. A toma funciona de forma semelhante à pílula combinada.

Métodos Contracetivos de curta duração

Adesivo: Também chamado de sistema transdérmico hormonal, este é o único método de contraceção semanal. Com um tamanho de 4,5 por 4,5 cm, é geralmente aplicado na zona do abdómen, nádegas ou braços, aplicado sobre a pele limpa e seca. Ao longo da semana deve ser verificado de forma a garantir que as extremidades estão bem coladas, de forma a não comprometer a sua eficácia. Apesar de ainda haver algum preconceito com este método, o mesmo apresenta uma eficácia de 99%. O adesivo funciona como contracetivo devido às hormonas libertadas (estrogénio e progestagénio) que passam para a corrente sanguínea através da pele, evitando a ovulação.

Anel Vaginal: Com uma duração de um mês o anel vaginal liberta hormonas através das paredes da vagina, permitindo a mesma eficácia com uma dosagem inferior a outros métodos como a pílula, por exemplo. O tamanho é de cerca de 5 cm e é introduzido como um tampão. Um dos mitos acerca do anel vaginal está relacionado com a sua posição, que pode variar, não afetando em nenhuma forma a eficácia deste método contracetivo.

Métodos Contracetivos de média / longa duração

Injeção contracetiva: Este método tem uma dose de hormonas de progestagénio elevada, de forma semelhante ao produzido pelos ovários. Após estar injetada no corpo, os efeitos duram durante cerca de três meses. A injeção é administrada geralmente nas nádegas da mulher, também podendo ser aplicada na perna ou no braço, sendo posteriormente libertada para a corrente sanguínea. Para além de inibirem a ovulação, as substâncias presentes nesta injeção causam espessamento do muco cervical. Este método também é usado durante a amamentação, contudo as injeções devem ser administradas apenas por um médico. Como contra deste método é o facto de o regresso à fertilidade ser demorado, podendo ocorrer apenas um ano depois.

Dispositivo intra uterino: Mais conhecido como DIU, este é um método contracetivo com base no progestagénio, sendo que tem uma eficácia até 5 anos. O DIU é um pequeno dispositivo inserido diretamente no útero através de um aplicado específico, sempre efetuado por um profissional. Durante esse período de cinco anos liberta a substância que impede a gravidez de forma ativa e contínua contudo apesar de grande eficácia devem ser realizados exames periódicos para garantir que o DIU está numa posição correta e evitar o comprometimento da sua eficácia. É geralmente usado por mulheres que já foram mães e pessoas mais velhas, que pretendam evitar a gravidez durante longos períodos de tempo.

Métodos Contracetivos de emergência

DIU de Cobre: Apesar de não ser o mais utilizado é o método de contraceção de emergência mais eficaz. Não pode ser usado por mulheres com malformações no útero e impede a nidação. Com uma eficácia de 99.9% , pode ser colocado até 5 dias depois da relação sexual não protegida. O facto de não ser o mais utilizado prende-se na necessidade de procedimento médico, o que leva as mulheres a optarem maioritariamente pelo segundo método, que vamos falar já de seguida.

Pílula de emergência:  Mais conhecidas como pílulas do dia seguinte, existem duas possibilidades conforme o número de horas que decorreram após a relação desprotegida. A Pílula de Levonorgestrel pode ser tomada até 72 horas após a relação desprotegida e a pílula com acetato de ulispristal pode ser tomada até 120 hora após a relação desprotegida. Ambas têm o objetivo de efetuar o bloqueio ou atraso da ovulação, sendo que a sua eficácia vai reduzindo conforme o número de horas após a relação sexual desprotegida. A toma da pílula do dia seguinte não tem complicações na fertilidade futura, apesar de esse ser um dos grandes mitos do uso deste anti-contracetivo.

A escolha dos métodos contracetivos depende de mulher para mulher. A escolha do método contracetivo deve ser feita com base nas necessidades da mulher e do casal com o devido acompanhamento médico. Qualquer alteração ao método contracetivo habitual deve ser acompanhada por um médico ginecologista.

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